No processo de escuta de quem me procura para compreender a(s) causa(s) da sua ansiedade, observo, por vezes, que esta decorre da forma como a pessoa comunica consigo mesma e/ou com o outro. A comunicação não diz apenas respeito à forma como articulamos as palavras. Ela inclui o conteúdo das palavras, a nossa voz interior, a nossa linguagem corporal, os nossos valores e o olhar que temos sobre a vida. Tudo isso afeta a nossa capacidade de interagir connosco e com os outros. Neste sentido, uma mudança em qualquer um desses aspetos pode fazer toda a diferença.
Menopausa à luz da medicina chinesa A menopausa não é um fim. É um ciclo do caminho. Tal como o sol que desce no horizonte não desaparece, apenas muda a sua luz. No Taoismo, cada ciclo da vida é sagrado, e este é o momento em que a mulher se reencontra consigo mesma. Durante anos, a sua energia vital, o Jing, fluiu para fora, oferecendo-se à criação, ao cuidado, à continuidade da vida. Agora, essa energia regressa à nascente, convidando-a a guardar em si o nutriente precioso que antes oferecia ao mundo. É um chamado ao recolhimento, à sabedoria, à plenitude interior. O corpo fala: às vezes em calor que sobe, noutras em noites inquietas. A medicina chinesa explica que o Yin se torna mais leve, e o Yang, sem equilíbrio, ergue-se em excesso, provocando esta desarmonia. Mas também ensina que tudo pode ser suavizado — com respirações que refrescam o coração, com a acupuntura que harmoniza, com a fitoterapia que nutre, com o alimento que hidrata, com o movimento suave qu...
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