Às vezes, não é a dor que nos traz à terapia. É algo mais subtil. Uma sensação de que há algo esperando para ser descoberto em nós, mesmo que ainda não saibamos bem o quê.
Este "acordar para dentro" é um dos gestos mais bonitos que podemos oferecer a nós mesmos. Não vem com a urgência ou o desespero de uma doença. Vem com uma vontade serena de nos compreendermos a nós próprios.
Todos carregamos histórias, padrões antigos, crenças que absorvemos no caminho. Algumas continuam a guiar-nos, mesmo quando já não servem quem nos tornámos. E quando permitimos olhar para tudo isto com ternura, sem julgamento e sem pressa, algo pode transformar-se dentro de nós.
É um momento em que deixamos de procurar respostas e começamos simplesmente a escutar.
A escutar o corpo, que fala através de sensações. A escutar as emoções, que pedem apenas para serem reconhecidas. A escutar esse espaço mais silencioso em nós, que só aparece quando há calma suficiente para o receber.

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