“Ninguém encontra nada, mas eu sei que algo não está bem."
Lembro-me bem destas palavras.
Dores de cabeça que não davam tréguas. Uma tensão no peito. Irritabilidade. Um cansaço profundo que o descanso não alcançava.
E os exames? Todos normais.
Mas há já algum tempo que aprendi: o corpo não mente.
Começámos por fazer algo simples, parar e juntos observar: Como se manifestavam aquela dor e tensão? Desde quando ali estavam?
Depois, aos poucos, fomos descobrindo. Havia uma necessidade guardada há anos. Um limite que nunca tinha sido dito. Uma voz que não tinha encontrado espaço.
Com o tempo, as dores começaram a aliviar. Não de repente, mas de forma natural.
Não era "tudo da cabeça". Era tudo de uma pessoa que precisava de ser ouvida por inteiro.
O corpo, a mente, as emoções, estão sempre em diálogo. E quando finalmente lhes damos atenção, observamos o conjunto, algo se transforma.
Se sente que "algo não está bem", mas não consegue nomear o quê... talvez seja tempo de parar e escutar de outra forma.

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