É comum experienciarmos emoções dolorosas. Quando isso acontece, podemos escolher sentar em silêncio, simplesmente seguindo a respiração. Esboçamos um ligeiro sorriso e direcionamos a nossa consciência para a emoção que surge, sem julgá-la ou tentar eliminá-la, pois ela faz parte de nós. Essa emoção nasceu e, como tudo, em algum momento extinguir-se-á naturalmente.
Não precisamos ter pressa para encontrar a sua origem, nem nos esforçar para fazê-la desaparecer. Basta iluminá-la com a luz da nossa presença atenta, que observa sem interferir. Aos poucos, essa emoção começará a transformar-se, conectando-se connosco de forma mais clara e tranquila. Só então será possível compreender a sua causa e atender à necessidade que está na sua raiz.
É essencial que não transformemos a nossa mente num campo de batalha. A oposição entre o bem e o mal é frequentemente comparada à luz e à escuridão. Contudo, se mudarmos a perspetiva, veremos que quando a luz se manifesta, a escuridão não desaparece — ela funde-se com a luz, transformando-se em luz.
As emoções dolorosas são sinais preciosos, alertando-nos para aquilo que precisa ser cuidado e nutrido na nossa vida diária.

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