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A MENOPAUSA, O CÍCLO DA VIDA E O DECLÍNIO DO YIN A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) é uma prática ancestral que procura dar instrumentos aos indivíduos para que disfrutem de saúde e longevidade. Neste sentido, ela auxilia a nos compreendermos como parte integrante da natureza e influenciados pelos seus ciclos. Explica também que a doença resulta de uma tentativa do próprio corpo em restabelecer o equilíbrio, a ordem e a saúde no nosso Ser. Logo, não devemos simplesmente querer eliminar os problemas que nos perturbam, mas sim procurar o que eles nos têm a ensinar. Nesta perspetiva, a mulher que conhece e aceita os seus ciclos pessoais pode vivenciar a chegada da menopausa de uma forma mais plena e saudável. Na MTC, fazendo uma analogia com o ciclo diário, podemos considerar a menopausa como o período da tarde, onde começamos a sentir algum cansaço, mas ainda falta bastante para o fim do dia. No entanto, na nossa cultura de busca pela eterna juventude, a menopausa tende a ser entendida...
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  É comum experienciarmos emoções dolorosas. Quando isso acontece, podemos escolher sentar em silêncio, simplesmente seguindo a respiração. Esboçamos um ligeiro sorriso e direcionamos a nossa consciência para a emoção que surge, sem julgá-la ou tentar eliminá-la, pois ela faz parte de nós. Essa emoção nasceu e, como tudo, em algum momento extinguir-se-á naturalmente. Não precisamos ter pressa para encontrar a sua origem, nem nos esforçar para fazê-la desaparecer. Basta iluminá-la com a luz da nossa presença atenta, que observa sem interferir. Aos poucos, essa emoção começará a transformar-se, conectando-se connosco de forma mais clara e tranquila. Só então será possível compreender a sua causa e atender à necessidade que está na sua raiz. É essencial que não transformemos a nossa mente num campo de batalha. A oposição entre o bem e o mal é frequentemente comparada à luz e à escuridão. Contudo, se mudarmos a perspetiva, veremos que quando a luz se manifesta, a escuridão não desapare...
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Todo o Ser humano tem necessidades universais que satisfeitas promovem sentimentos de bem-estar. Quando não satisfeitas surgem sentimentos dolorosos, que estimulam a compreensão e busca da sua satisfação. A hipnoterapia é uma ferramenta que oferece um contexto favorável à produção de soluções, isto é, ajuda a pessoa a desenvolver recursos inconscientes e habilidades conscientes, que são utilizados para atender necessidades não satisfeitas. Uma vez identificados e desenvolvidos, estes recursos serão utilizados de forma automática em qualquer desafio que surja, sem que seja necessária a assistência do terapeuta. Esta é uma abordagem colaborativa e flexível, que se foca na aprendizagem, no incremento da motivação e na utilização de recursos já existentes, auxiliando a pessoa a localizar e desenvolver esses recursos. Consideramos o indivíduo como um Ser único, logo evitamos o uso de diagnósticos. O mal-estar apresentado é útil para apreendermos qual ou quais as necessidades não satisfe...
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  A porta fechou-se, e a última pessoa que acompanhei saiu, deixando-me na quietude da interiorização daquele momento partilhado. Ficou o silêncio — esse estado precioso e, ao mesmo tempo, tão efémero. Os nossos sentidos, ávidos de estímulos e sensações intensas, tendem constantemente a puxar-nos para fora, para o universo sensorial que nos rodeia e que, a cada dia, se torna mais invasivo e sedutor. Como é bom e essencial criar momentos de silêncio. Apenas estar, em presença plena, e observar em profundidade a nossa realidade interior. Permitir-nos essa vivência é como abrir uma porta para dentro de nós mesmos, um acesso à vida que nos habita. Essa vida interior pode ser tanto um cárcere quanto uma libertação, dependendo da nossa capacidade de nos encontrarmos com as dores que ali residem e trabalharmos para a sua resolução. Essa busca pelo autoconhecimento é um despertar. É o reconhecimento de que, embora não sejamos perfeitos, podemos caminhar com propósito, em direção ao cresc...
  SER PERFEITO Ao escutar a dor das pessoas que me procuram, percebo que, muitas vezes, o seu sofrimento está ligado a uma educação que as fez acreditar que precisavam ser perfeitas. A ideia de perfeição é, na verdade, uma utopia quando falamos da existência humana. O que significa, afinal, "fazer tudo bem"? O que define o "bom comportamento"? Sim, é essencial que os seres humanos sejam orientados para a virtude, mas isso deve acontecer sem negar ou rejeitar o lado sombra — aquela parte de nós que julgamos menos perfeita. Quando nos exigem perfeição, a dor da culpa e o sentimento de desvalia por não atingir expectativas irreais podem adoecer-nos. É urgente criar espaços de diálogo seguro onde possamos observar os julgamentos e valores que nos limitam, aprendendo a viver e a amar tudo o que há em nós — tanto a luz quanto a sombra. No nosso dia a dia, é fundamental encontrar momentos para acolher a culpa, escutar o que ela nos diz sobre aquilo que não foi respeitado e...
  MEDITAR Ter consciência dos nossos pensamentos e encontrar um momento para parar, observar e refletir é fundamental no dia a dia. Estes instantes de pausa permitem reduzir o stress e a ansiedade, trazendo alívio, calma e paz. Além disso, podem estimular um entendimento mais profundo sobre quem somos e sobre os desafios que enfrentamos. Meditar não significa "ficar sem pensar". É, antes, criar um espaço para observar a respiração, o corpo, os sentimentos e olhar profundamente para dentro de nós mesmos. É compreender o nosso estado atual, a nossa vida e as nossas relações. Trata-se de aprender que, mesmo perante a dor e as dificuldades, é possível encontrar momentos de estabilidade que nos ajudam a superar os desafios e a perceber o propósito que eles podem trazer.
  No processo de escuta de quem me procura para compreender a(s) causa(s) da sua ansiedade, observo, por vezes, que esta decorre da forma como a pessoa comunica consigo mesma e/ou com o outro.   A comunicação não diz apenas respeito à forma como articulamos as palavras. Ela inclui o conteúdo das palavras, a nossa voz interior, a nossa linguagem corporal, os nossos valores e o olhar que temos sobre a vida. Tudo isso afeta a nossa capacidade de interagir connosco e com os outros. Neste sentido, uma mudança em qualquer um desses aspetos pode fazer toda a diferença.