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  É possível que tenhas crescido a ouvir que os homens não choram, que têm de ser fortes e que mostrar o que sentem é sinal de fraqueza. E, então, aprendeste a engolir, a empurrar para dentro tudo o que dói, tudo o que assusta, tudo o que te faz sentir vulnerável. Mas, com o passar dos anos, aquela dor que fica guardada dentro de ti vai consumindo a tua energia, a tua paz, e a tua saúde. Sentir não é uma fraqueza, faz parte do “pacote” de Ser humano. Reprimir emoções não as faz desaparecer, apenas as transforma em tensão, em irritabilidade, em doenças que o corpo grita quando a voz as silencia. Dar espaço aos teus sentimentos não é perder o controlo. É recuperá-lo. É deixar de estar constantemente a reprimir emoções que depois explodem nos momentos errados, com as pessoas erradas. É parar de carregar sozinho um peso que nunca devias ter sido obrigado a carregar. Sentir de forma consciente é um ato de coragem. E tu mereces essa liberdade!! A liberdade de Ser humano, de ter medo, d...
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  "Não me reconheço." É uma frase que ouço de mulheres na fase da menopausa. Como se, de repente, não se identificassem com o seu corpo. Não se reconhecessem na mulher que são. E isso dói-lhes profundamente!! Tenho, no entanto, vindo a descobrir que esta fase pode ser diferente. Pode ser “o momento” em que a mulher finalmente olha para si mesma. Com o fim dos ciclos mensais e mais consciente de si mesma, talvez pela primeira vez em muito tempo, exista espaço para a pergunta: “E agora? O que é realmente importante para mim? Na vivência desta etapa, o processo de “Despertar para o Ser integral” estimula o equilíbrio físico e emocional, cria silêncio interior, auxilia na libertação de crenças e padrões limitadores e proporciona uma forma de comunicar que respeita o que sente. É possível viver esta etapa como uma oportunidade, para parar e permitir-se um novo olhar. Com o fim da fertilidade externa, a mulher pode ganhar espaço para a fertilidade interna: a calma, a presença e o a...
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  Às vezes, não é a dor que nos traz à terapia. É algo mais subtil. Uma sensação de que há algo esperando para ser descoberto em nós, mesmo que ainda não saibamos bem o quê. Este "acordar para dentro" é um dos gestos mais bonitos que podemos oferecer a nós mesmos. Não vem com a urgência ou o desespero de uma doença. Vem com uma vontade serena de nos compreendermos a nós próprios. Todos carregamos histórias, padrões antigos, crenças que absorvemos no caminho. Algumas continuam a guiar-nos, mesmo quando já não servem quem nos tornámos. E quando permitimos olhar para tudo isto com ternura, sem julgamento e sem pressa, algo pode transformar-se dentro de nós. É um momento em que deixamos de procurar respostas e começamos simplesmente a escutar. A escutar o corpo, que fala através de sensações. A escutar as emoções, que pedem apenas para serem reconhecidas. A escutar esse espaço mais silencioso em nós, que só aparece quando há calma suficiente para o receber.
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  “Ninguém encontra nada, mas eu sei que algo não está bem." Lembro-me bem destas palavras. Dores de cabeça que não davam tréguas. Uma tensão no peito. Irritabilidade. Um cansaço profundo que o descanso não alcançava. E os exames? Todos normais. Mas há já algum tempo que aprendi: o corpo não mente. Começámos por fazer algo simples, parar e juntos observar: Como se manifestavam aquela dor e tensão? Desde quando ali estavam? Depois, aos poucos, fomos descobrindo. Havia uma necessidade guardada há anos. Um limite que nunca tinha sido dito. Uma voz que não tinha encontrado espaço. Com o tempo, as dores começaram a aliviar. Não de repente, mas de forma natural. Não era "tudo da cabeça". Era tudo de uma pessoa que precisava de ser ouvida por inteiro. O corpo, a mente, as emoções, estão sempre em diálogo. E quando finalmente lhes damos atenção, observamos o conjunto, algo se transforma. Se sente que "algo não está bem", mas não consegue nomear o quê... talvez seja te...
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Já se apercebeu de como por vezes o corpo fala quando as palavras calam? Uma dor que não passa. Uma insónia que resiste a tudo. Uma ansiedade que parece não ter razão. Tenho acompanhado pessoas que já tinham "tentado de tudo". E fui percebendo algo que também a mim transformou: o ser humano não é só corpo, energia, pensamento ou emoção. É tudo isto, ao mesmo tempo, em constante diálogo. Por isso, o meu trabalho foi-se construindo como uma ponte entre várias sabedorias: A Medicina Tradicional Chinesa que compreende o corpo e a energia. A Hipnoterapia que abre espaço para transformar padrões antigos. A Comunicação Não Violenta auxiliando-nos a ouvir o que verdadeiramente precisamos. A Meditação que nos traz de volta ao momento presente. Assim, com uma visão espiritual da vida e numa perspetiva de desenvolvimento pessoal é possível agir com mais consciência. É uma forma de olhar para cada pessoa como ela é: completa e única. E quando honramos todas estas dimensões, algo naturalm...
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  Menopausa à luz da medicina chinesa   A menopausa não é um fim. É um ciclo do caminho. Tal como o sol que desce no horizonte não desaparece, apenas muda a sua luz. No Taoismo, cada ciclo da vida é sagrado, e este é o momento em que a mulher se reencontra consigo mesma. Durante anos, a sua energia vital, o Jing, fluiu para fora, oferecendo-se à criação, ao cuidado, à continuidade da vida. Agora, essa energia regressa à nascente, convidando-a a guardar em si o nutriente precioso que antes oferecia ao mundo. É um chamado ao recolhimento, à sabedoria, à plenitude interior. O corpo fala: às vezes em calor que sobe, noutras em noites inquietas. A medicina chinesa explica que o Yin se torna mais leve, e o Yang, sem equilíbrio, ergue-se em excesso, provocando esta desarmonia. Mas também ensina que tudo pode ser suavizado — com respirações que refrescam o coração, com a acupuntura que harmoniza, com a fitoterapia que nutre, com o alimento que hidrata, com o movimento suave qu...
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  Cuidados na preparação para a gestação segundo a Medicina Tradicional Chinesa   Preparar a gestação na perspetiva da Medicina Tradicional Chinesa (MTC) envolve nutrir a essência (Jing), o sangue (Xue) e a energia vital (Qi criando um ambiente interno fértil e harmonioso para o desenvolvimento do bebé. A MTC realça a importância de um estilo de vida equilibrado e de cuidados específicos antes da conceção para melhorar a saúde da futura mãe e do feto. No período que antecede a gravidez, a mulher deve procurar fortalecer o seu Qi do Baço e do Estômago através de uma dieta rica em alimentos frescos, orgânicos e de fácil digestão, como frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras. É importante evitar alimentos processados, gordurosos e açucarados, pois podem causar desequilíbrios no organismo.   A MTC também recomenda a gestão do stress e das emoções, pois o desequilíbrio emocional pode afetar o fluxo do Qi e do Sangue, prejudicando a fertilidade. Práticas c...